Relato do 12º barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso 12º encontro foi escrito pela tradutora e revisora Renata Fernandes. Obrigado por sua contribuição, Renata!

Relato do 12º Barcamp de Tradutores e Intérpretes

Foi a primeira vez em que participei de um evento organizado por tradutores e intérpretes e o formato me agradou muito. Achei o encontro bem descontraído e fiquei surpresa ao ver participantes das mais variadas idades integrando-se tão bem.

O barcamp aconteceu na UERJ (Maracanã) e contou com mais ou menos 25 pessoas. A Soraya, uma das organizadoras, abriu o encontro dando alguns lembretes, como os seguintes:

  • O evento de sábado é o último barcamp do ano. É possível que a frequência mude para bimestral, mas o tópico ainda está sendo discutido.
  • Nossa confraternização será dia 8 de dezembro, às 18hs, no bar Antigamente. A votação da data tinha sido feita no grupo do Facebook. O endereço é Rua do Ouvidor, número 43.
  • No ano que vem teremos um barcamp internacional. Aguardem mais informações!

Depois da Soraya, foi a Mit Siqueira quem tomou a palavra, como parte do Ask me Anything. No decorrer das semanas, as pessoas foram criando perguntas para a Mit sobre o seu trabalho como revisora e tradutora. Mas tinham questões de outra ordem que foram bem engraçadas também. Rs

Mit falou em grande parte sobre as formas de um tradutor ingressar no mercado de trabalho. Ela salientou a importância de se investir num perfil forte no Linkedin.

Foi bem legal porque muitos contribuíram com suas próprias experiências. Os outros pontos discutidos foram:

  • O trabalho de um tradutor/revisor em agências de tradução;
  • O hábito de se enviar currículos, mesmo sem experiência;
  • Os cuidados com a saúde;
  • A leitura de blogs dos colegas de profissão;
  • Dar e receber feedbacks;
  • O que faz um gerente de projetos de tradução;
  • Programa de Mentoria da Abrates;
  • Prospecção de clientes;
  • Investimento em CAT tools (ferramentas que auxiliam o tradutor);
  • Tradução automática X tradução feita por um tradutor;
  • Empatia entre revisor e tradutor;
  • As várias funções do revisor (criação de conteúdo, transcriação etc.);
  • Taxas de tradução por palavra e
  • Ferramentas de QA (garantia da qualidade).

Queria agradecer à Mit e ao resto da galera. Foi super legal poder conversar pela primeira vez cara a cara com outros colegas de profissão. Ainda mais porque estou só começando.

Que venha a confraternização!

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12º barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro – Novo horário!

Evento gratuito aberto a profissionais da área, estudantes e público em geral.

O encontro acontecerá dia 11 de novembro, na UERJ Maracanã, mas em um novo horário: das 10h às 12h30.

A data e local continuam os mesmos. O que muda é apenas o horário de início e término.

Inscrições pelo e-mail acoesrj@gmail.com.

Estão todos convidados e esperamos todos lá!

Relato do 11º barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

23846014338_f8c3f03f36_k.jpgfoto por Claudio Quevedo

Nesta edição temos a contribuição de duas participantes: Natalia Kuznetsova e Marina Borges.

Relato da Natalia:

Foi bárbaro!!!  Nossos melhores agradecimentos para Carolina e Cláudio pela ótima apresentação do mercado de interpretação! Recebemos ótimas dicas sobre como atuar e desenvolver o seu negócio de intérprete, agora só por em prática!

Foram dadas informações gerais sobre a interpretação de negócios no mercado, sobre quem pode se tornar um intérprete e como aprimorar as habilidades neste ramo. Foram apresentadas as técnicas de divulgação do seu negócio, prospecção de clientes e questão de valores a serem cobrados. Foram dadas dicas sobre o comportamento, dressing code, solução de problemas, foram discutidos alguns casos da vida real. Quem não foi, perdeu!  Foi um encontro de 11 pessoas, bem proveitoso para quem deseja impulsionar a sua careira de intérprete.

O local do encontro foi a área das palmeiras do MAM, que proporcionou o encontro de amigos-tradutores muito agradável combinando perfeitamente o negócio com lazer.

Esperamos ter mais encontros em breve!

Relato da Marina:

A 11ª edição do Barcamp de Tradutores e Intérpretes do Rio de Janeiro foi a primeira realizada ao ar livre. No dia 14 de outubro, nos reunimos embaixo das palmeiras dos jardins do MAM (Museu de Arte Moderna) para ouvir os intérpretes Carolina Walliter e Claudio Pereira contarem sobre sua profissão.

Era um sábado ensolarado. Falando para um público variado de profissionais experientes e novatos (sentados de modo descontraído em cangas e banquinhos), Carolina e Claudio compartilharam os detalhes técnicos do ofício, informações sobre a importância de uma boa formação, os diferentes tipos de interpretação e, é claro, as histórias engraçadas que já vivenciaram no meio. Os dois conseguiram desmistificar a ideia errônea de que intérpretes são uma classe elitista, uma “panelinha”, intocáveis. Procurando incentivar um maior interesse na profissão, foram muito generosos compartilhando seu conhecimento com a comunidade do Barcamp.

Essa edição também contou com a participação especial de um fotógrafo, que passou boa parte do tempo tirando fotos dos participantes, a fim de registrar esse evento tão informal e ao mesmo tempo muito profissional. Dividindo o gramado com piqueniques, turmas de formatura, cachorros e crianças, foi um sábado muito proveitoso e descontraído para debater sobre a nossa profissão e fazer um lanche delicioso, com contribuições de todos os presentes.

Que venham mais encontros – ao ar livre ou não.

 

Relato do 10º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso 10º encontro é uma contribuição da estudante Victoria Barros

O 10° BARCAMP, ocorrido em 02 de Setembro de 2017, contou com a temática de gerenciamento de projetos. Tratou desde as etapas deste processo, às normas técnicas envolvidas e a própria função dos envolvidos na ação de traduzir. Que, em verdade, não conta apenas com o tradutor.

No início da discussão, Cassandra Vidal fundamentou as etapas do gerenciamento em quatro passos inicias: planejamento, organização, execução e controle. Destacou, dentro destes passos, a importância de se dividi-los em etapas menores considerando o resultado final e o tempo necessário a ser despendido em cada etapa. Em sua fala, percebeu-se que o principal papel do gerente de projetos era o de questionar o chefe – em relação ao prazo final considerando o prazo necessário para cada passos, por exemplo. Além de ter também uma habilidade paranormal: a previsão. No caso, previsão de problemas possíveis para que o tradutor não necessite lidar com isso e, sim, somente com a tradução.

Destacou-se também o quão importante é o cumprimento das etapas pelo gerente e a importância de seu conhecimento da área. Aliás, boa parte da discussão foi fundamentada na associação do tradutor com o gerente de projetos, em outras palavras, a possibilidade do tradutor conhecer mais sobre tal vertente para que possa organizar-se melhor no seu procedimento. Outro destaque da fala de Vidal foram os possíveis erros que um gerente de projeto pode cometer que se interligam, gerando um problema maior: pular fases e finalizar uma fase anterior parcialmente.

Já a fala de Bruno Menezes, além de corroborar com alguns pontos esboçados anteriormente, trouxe um questionamento interessante para os presentes: quem é você na tradução? Muito além de identificar sua função – tradutor, gerente de projeto, revisor, cliente –, a pergunta instigou aos presentes a pensar no papel social exercido por cada um dos envolvidos. Segundo ele, tais perguntas são extremamente necessárias para qualquer um que participa do processo de traduzir. Entre alguns GIFs de Ben Stiller, explorou-se também alguns casos comuns de serem vivenciados por um gerente de projetos e tradutor. Procurou-se elencar não somente o quão comuns são, como também as possíveis soluções para os mesmos. Algo de grande valia principalmente para os iniciantes, como quem vos escreve tal relato.

Ao final, compreender melhor o papel do gerente de projeto, quais etapas devem ser levadas em consideração ao pensar e aceitar um projeto, além de questionar-se e questionar seu papel dentro da tradução foram lições fundamentais deixadas pelo 10° BARCAMP.

Relato do nono barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso nono encontro foi escrito pela tradutora Amina Vergara. Obrigado pela contribuição, Amina!

Relato 9º Barcamp de Tradutores e Intérpretes do Rio de Janeiro

Data: 05/08/2017

Local: UERJ

 

Por Amina Vergara

 

O 9º Barcamp de Tradutores e Intérpretes do Rio de Janeiro, primeiro que participei, começou com uma rodada de apresentações: havia profissionais iniciantes e experientes; tradutores de inglês, espanhol e italiano; vindos das mais variadas áreas e com diversas formações; profissionais de dublagem e legendagem; e intérpretes de LIBRAS. Reforçou-se a importância de o encontro acontecer na UERJ, como oportunidade de ocupação do espaço público e ato de resistência diante da atual conjuntura do país. #uerjresiste

 

O encontro foi dividido em dois momentos:

 

1º momento

 

Bruno Fontes – da empresa Ccaps Translation and Localization

 

Engenheiro de localização há 11 anos e Project Manager há 4, Bruno é especialista em transformar arquivos dos mais variados formatos, que nem sempre são localizados por ferramentas de tradução, em arquivos de formato útil, que o(a) tradutor(a) possa inserir em CAT tools e realizar seu trabalho. Apresentou rapidamente as principais CAT tools (Computer-assisted translation tools) do mercado: Trados, Studio, Wordfast, Memo Q, Omega-T. O engenheiro de localização é um especialista na parte técnica para que o(a) tradutor(a) economize tempo e se concentre no que é realmente importante, fazer a tradução; ou ainda, pegar mais trabalhos, o que significa maior remuneração, fazer contatos e oferecer serviços. Levantou-se a questão de que é necessário o cliente final estar ciente de que caso o(a) tradutor(a) necessite do trabalho do engenheiro de localização isso influirá no preço final do serviço de tradução. O engenheiro de localização também poderá exercer a função de auxílio aos(às) tradutores(as) no uso de CAT tools.

 

 

2º momento

 

Debate mediado pela Soraya – roda de conversa: dinâmica guiada por 7 perguntas que suscitaram relatos de experiências, considerações, dúvidas, questionamentos, reflexões sobre como entrar no mercado de trabalho de tradução.

 

  • Quero ser tradutor(a). O que fazer?

 

Falou-se da diferença entre trabalho em agências de tradução e como freelancer (com cliente direto). Quando se falou sobre a importância de trocas com pessoas mais experientes (mentoria) ou nem tanto, levantou-se a questão sobre experiência talvez não ser o mesmo que tempo de trabalho. Discutiu-se sobre a importância de uma formação específica em Tradução; e, se sim, qual seria melhor (ou possível): presencial ou EAD? Preocupação em se ter uma formação específica e feedback (de professores, mentores, colegas mais experientes, agências, clientes diretos) como uma maneira de aplacar a insegurança na hora de traduzir. Constatou-se que não basta saber duas ou mais línguas ou apenas querer ser tradutor(a); mesmo sem uma formação específica, tem que ter certa sensibilidade.

 

  • Consegui um teste. Como é que isso funciona?

 

Colocaram-se as seguintes questões: o que é um teste justo? Pode ser não remunerado? Até 300 palavras é viável. Teste sem feedback não é bacana, mas acontece. A relação entre a agência e o(a) tradutor(a) tem que ser um ganha-ganha. Da parte da agência, o que se espera de um(a) bom(boa) tradutor(a)? Escrever bem português; cumprir prazos; boa comunicação (pergunte tudo!); que leia o manual de estilo da agência.

 

  • Passei no teste. O que faço agora?

 

Esquece! Vá fazer outros testes, não fique ansiosa(o). As agências trabalham com filtro de perfis que são alocados de acordo com os projetos. Podem demorar meses em chamar o(a) tradutor(a). Como lidar com essa periodicidade das agências? É legal avisar quando você tem ou não tem disponibilidade. Agências internacionais: cuidado com o fuso horário e as formas de pagamento. Perguntou-se quem trabalha com tradução como voluntário ou “quebra-galho”, conciliando com outras atividades ou que vive a tradução como carreira. Falou-se sobre escolher ou ser escolhida(o) por uma área de tradução. E se é necessária uma especialização específica na área em que se traduz. Isso depende da formação ou da experiência na área? (exemplo da Isadora, formada em Biologia e tradutora na área médica). Falou-se das questões burocráticas na hora de receber pagamentos: NF, RPA, MEI, Paypal; atenção nos prazos para preencher dados (de RPA, por exemplo), e nos descontos de imposto e outros benefícios.

 

  • Chegou o primeiro trabalho! Uhu!!! Mas… O que esperam de mim?

 

Tanto uma agência quanto um cliente direto espera que o(a) tradutor(a) cumpra os prazos (como todo bom profissional); que tenha boa comunicação; e que seja honesto com o cliente (e consigo mesmo(a)) sobre a possibilidade ou impossibilidade de se realizar determinado trabalho. Falou-se também da importância do(a) tradutor(a) conhecer e utilizar ferramentas de controle de qualidade e produtividade, como o Xbench, por exemplo.

 

  • Estou trabalhando com uma agência regular. Quais são os próximos passos?

 

Colocou-se a seguinte questão: o que é melhor, buscar mais agências (que oferecem certa tranquilidade, mas pagam menos) ou clientes diretos (em que o(a) tradutor(a) tem que cuidar de tudo, mas ganha mais)? Falou-se em não colocar todos os ovos em uma só cesta. Falou-se que o(a) tradutor(a) tem que fazer tudo em todas as frentes e de maneira estratégica: contatos, enviar e-mails, fazer currículo, fazer ações não remuneradas que possam trazer bons trabalhos e remunerados. Falou-se sobre a tendência em se pedir (e se fazer) mais versões que traduções. Questionou-se se para ter clientes diretos é preciso ter experiência (em anos) ou ter trabalhado em agências.

 

  • Nesses primeiros meses, a tarifa não é exatamente o que eu gostaria… Como fazer minha tarifa sair do inicial e ser mais justa?

 

Como fazer uma progressão de tarifa? É por período? Pelos anos de experiência? Por nossa autoconfiança e saber exatamente quanto vale o nosso trabalho? Ou é por fatores externos (inflação, por exemplo)? Anualmente seria uma boa opção, disse alguém. Depende do trabalho, disse outro. Lembre-se sempre cobrar taxa de urgência! (se for o caso), alertou mais um. Visão da agência: cada cliente quer um preço; então depende do orçamento para chamar o(a) tradutor(a) tal e tal, que também têm diversos preços.

 

  • Estou trabalhando como tradutor(a) há algum tempo. O que fazer para não parar no tempo ou me isolar no escritório?

 

Participar de eventos, cursos, palestras, congressos, ter currículo atualizado e cartão de visita, ter presença online: fóruns, blogs, redes sociais, podcasts. Mas é importante ter cuidado dentro das redes sociais e “conhecer as praças”.

 

 

 

 

Amina Vergara tem formação em História e há cinco anos é produtora editorial. É carioca de família chilena, casada com um espanhol, e latino-americana de alma e coração, que adora um bolero daqueles bem dor de cotovelo. Traduz do espanhol desde os tempos da faculdade e agora está se especializando pela Pós-Graduação em Tradução de Espanhol da Universidade Estácio de Sá. Sabe que a língua está inserida em relações de poder e em espaços de disputa, mas acredita que a tradução constrói pontes.

 

LinkedIn Amina Vergara: https://www.linkedin.com/in/amina-vergara-33696833/