Relato do 17º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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Foto: Francisco Manhães

O relato do nosso 17º encontro foi escrito pela tradutora e intérprete Carolina Walliter. Muito obrigado, Carol!

Se organizar direitinho, todo mundo doma o Leão
Fazendo jus à alcunha “Cidade sorriso”, Niterói deu boas vindas ao primeiro barcamp de tradutores e intérpretes com muita alegria. Com o auditório do departamento de Letras Uff cheio para um sábado nublado, nos reunimos para discutir a bendita pedra no nosso sapato: contabilidade.

Não importa quantos anos de experiência você tenha no mercado, quando o assunto é obrigações fiscais, receita federal e afins, todo mundo dá aquela ligeira surtada. Ter uma vida fiscal regularizada no Brasil é um tarefa hercúlea. Parece que todo o sistema funciona para ser confuso, dúbio e passível de brechas e “jeitinhos”. Assim, o valor de um encontro como o barcamp está na oportunidade de abrir o jogo e explicar aos colegas como nós cuidamos das nossas finanças tradutórias, compartilhando experiências para tentar desatar alguns nós.

A colega Marina Borges montou uma apresentação objetiva sobre as possibilidades de trabalho legal e regularizado do tradutor. Você pode conferir a apresentação aqui. Os demais colegas presentes, com trajetórias variadas, contribuíram para a apresentação com ponderações sobre tributação, carnê-leão, imposto de renda e contabilidade com clientes estrangeiros. O contador Renan Azevedo, da empresa LDA Consultoria, também esteve presente para sanar algumas dúvidas mais técnicas.


Além da participação mais que especial de Sheila Gomes, a tradutora que introduziu o conceito de barcamp na profissão, o encontro também contou com uma forte presença de alunos de Letras, um público que precisa ser cada vez mais incorporado aos debates sobre a profissão. Pessoalmente, estou na torcida para que o espaço da universidade pública seja usado mais vezes para esse tipo de evento, como forma de estreitar laços entre academia e “o mundo lá fora”.

Por fim, deixamos o Gragoatá com uma certeza: contabilidade no Brasil é fonte de inquietudes. Temos que estar sempre atentos às mudanças fiscais que afetam o nosso ofício e, para tanto, é preciso nutrir um diálogo constante entre colegas mais experientes, colegas novos no mercado e contadores capacitados a nos orientar corretamente, porque, assim como na tradução, na contabilidade, tudo também depende do contexto (de cada tradutor).

 

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17º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

 

Nosso próximo encontro será no dia 18 de agosto (sábado), às 10h, em Niterói. Será no Auditório Ismael Coutinho, Bloco C, sala 218, no Instituto de Letras do Campus Gragoatá na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Lembramos que é um encontro gratuito e aberto a profissionais, estudantes e ao público em geral.

Para participar, envie um e-mail para barcamprj@gmail.com.

Relato do 16º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

O relato do nosso último encontro realizado em julho é uma contribuição da Marina Borges, uma das organizadoras. Muito obrigado, Marina! 

“Nosso último encontro, no dia 21 de julho, foi realizado no Instituto Goethe. Aliás, gostaria de fazer um agradecimento público a essa instituição, que gentilmente cedeu o espaço da sua biblioteca para que a gente pudesse realizar esse evento. Para quem não conhece, essa biblioteca é de acesso público e tem uma agenda cultural bem diversa. Essa foi a 16ª edição do Barcamp carioca e o tema tratado dessa vez foi “tradução de línguas minoritárias”. Nós realizamos uma mesa redonda com cinco tradutoras, que debateram sobre a sua experiência de vida, de tradução e de trabalho com idiomas mais raros. Contamos com a participação das seguintes tradutoras:

  • Isabella Fortunato, tradutora juramentada de italiano e minha colega na organização do Barcamp;
  • Débora Spatz, tradutora franco-brasileira que trabalha com os idiomas francês, alemão e inglês;
  • Sofia Soter, tradutora literária de francês e inglês;
  • Kristina Michaelis, tradutora literária de alemão e
  • Isa Mara Lando, tradutora literária de inglês e hebraico.

O debate ocorreu no formato de todos os nossos Barcamps, ou seja, com uma explicação dessa nossa iniciativa informal, seguido do que a gente chama de “discurso de elevador”, uma apresentação muito breve de todos os presentes.

Depois demos início à mesa redonda e foram debatidos temas como dificuldades de mercado de línguas minoritárias, formação, a importância do networking, entre outros assuntos. Todo mundo que compareceu saiu muito satisfeito do evento, que dessa vez contou com muitos participantes que vieram pela primeira vez. Estamos, cada vez mais, conquistando adeptos cariocas à nossa iniciativa local do Barcamp, que já ocorre em diversas cidades no Brasil e também no Uruguai.

Para quem não conhece, os barcamps são encontros mensais abertos a todos os tradutores e intérpretes, iniciantes ou veteranos, bem como estudantes e outros interessados. Há apresentações de palestras, debates ou conversas, sempre realizadas em universidades, cursos livres, instituições culturais, ou seja, qualquer órgão que tenha interesse em conhecer nossas práticas e que nos cede um espaço gratuitamente, pois essa “desconferência” não tem vínculo com qualquer instituição.

A iniciativa da realização de barcamps de tradução começou com a nossa colega de Curitiba Sheila Gomes e já é uma realidade país afora. Para saber mais sobre o Barcamp de Tradução e Interpretação do Rio, visite sempre o nosso blog ou procure nossos perfis nas redes sociais pelo nome “Barcamp de Tradutores e Intérpretes RJ”.

 

 

Relato do 15º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso último encontro é uma contribuição da Marina Borges, uma das organizadoras dessa edição. Obrigado, Marina!

O tema da 15ª edição do Barcamp de Tradutores e Intérpretes do Rio de Janeiro, realizada hoje de manhã na Biblioteca Municipal Machado de Assis, em Botafogo, foi bastante interessante do ponto de vista dos tímidos.

Tiro por mim, sou uma pessoa muito tímida. Quando vou a congressos e não conheço quase ninguém, minha tendência é me encolher ali no cantinho, tomar meu café quente e esperar até a próxima palestra começar. Era essa a ideia que eu tinha de networking: algo complicado de fazer, coisa de gente extrovertida.

Aí essa semana, preparando um esquema para guiarmos o debate que fizemos hoje, me dei conta que estou fazendo networking desde que comecei a ser tradutora. Fazemos todos sem perceber. Todo o meu círculo social sabe que eu sou tradutora. Meus pais, meu irmão, meus primos, meus amigos de colégio, o pessoal do pilates, gente que já trabalhou comigo. Meu dentista ontem, na primeira consulta, ficou encantado de conhecer uma tradutora (os dentistas são em número bem maior que a gente, convenhamos). O x da questão está em como fazer networking entre os seus.

Trocamos bastante figurinha sobre postura profissional (na vida real e na vida virtual), como é importante se comportar de modo respeitoso, comedido, aceitar as diferenças, reconhecer seus erros. Falamos sobre relacionamentos entre clientes e tradutores, como fazer e receber indicações de colegas (e de conhecidos), como se fazer notar. Presença online – aqui, no Facebook, no Proz, em um site profissional – é tão importante quanto ter seu cartão de visitas a postos no próximo congresso.

Nos reunimos tradutores experientes e novatos e debatemos informalmente o que fazer e o que não fazer para criarmos nossa rede de contatos profissional. Foi um encontro muito proveitoso para todos e que venham mais edições do Barcamp para continuarmos a nos fortalecer profissionalmente.