Relato do 13º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso 13º Barcamp foi escrito por José Luiz Corrêa da Silva, tradutor e professor do curso Brasillis. Muito obrigado, José Luiz!

 

Relato do 13º Barcamp do Rio de Janeiro

No dia 17 de março de 2018, a Escola de Idiomas e Centro Cultural Santa Ciranda (https://pt-br.facebook.com/SantaCiranda/) abriu suas portas no bairro de Santo Cristo, antes mesmo da sua inauguração formal ao público, para que pudéssemos realizar o nosso 13º Barcamp-RJ.

Ao recebermos as boas-vindas de um professor de História da Arte (tão versátil que também atua na Santa Ciranda como um faz tudo nas obras de recuperação do local), conhecemos um pouco das atividades da Santa Ciranda, que resultou da união de uma organização não governamental, a São Domingos, que por mais de 20 anos desenvolveu trabalhos sociais para as comunidades do bairro de Santo Cristo, com a Ciranda dos Ventos, que nos últimos 5 anos atuou com produções culturais e artísticas.

Como de costume nos Barcamps, antes de mergulharmos no tema central do encontro, os organizadores passaram como seria a dinâmica do evento e os participantes tiveram a oportunidade de participar do chamado “discurso de elevador”, que é uma fala livre e despida de qualquer formalidade, onde os participantes se apresentam aos demais. É o momento do conhecimento mútuo. Para os que participaram pela primeira vez e têm interesse nas atividades de tradução, revisão ou interpretação, este Barcamp foi, como sempre, uma excelente oportunidade para conhecerem as rotinas de vida e de trabalho dos profissionais mais experientes. Pelo papo durante o coffee break, constatei a intensa troca de ideias, contatos e conhecimentos. Nesse sentido, os Barcamps constituem um ambiente ideal para formação e consolidação de amizades e de parcerias de trabalho. Por isso procuro incentivar novas participações, bem como tenho ajudado na ampliação da divulgação dos Barcamps, para que cada vez mais pessoas possam conhecer, comparecer e contribuir com as nossas atividades.

A minha primeira participação em Barcamps ainda não fez um ano, mas esse evento mudou a minha percepção da atividade propriamente dita, pois aprendi novas posturas pessoais e profissionais, conheci pessoas que trabalham como freelancers nas mais diversas áreas de conhecimento, pessoas que estão na linha de frente de agências e editoras, além de tradutores de renome, que realizaram importantes trabalhos de tradução e interpretação. Passados mais de 30 anos do meu primeiro trabalho profissional de tradução e mais de 10 anos como professor de tradução, passei a me ver tal como vejo um iniciante, com gás total para deslanchar na profissão, e, mais que tudo, passei a valorizar o brilho nos olhos das pessoas que têm orgulho ao dizer em alto e bom som, que a tradução é a sua profissão.

Além disso, é sempre bom saber que não estamos sozinhos; fazemos parte de um grupo maior, de um coletivo, de uma comunidade de pessoas apaixonadas pelo que fazem, sejamos tradutores, daqueles que se enclausuram em casa ou em um espaço de co-working, diante de uma tela de computador, por vezes sem falar com ninguém, dia após dia, em trabalhos extenuantes, volumosos e solitários; daqueles que trabalham nas agitações das agências de tradução, editoras ou em estúdios de dublagem; sejamos intérpretes simultâneos, daqueles que participam de eventos em seus trabalhos nas cabines de tradução; ou sejamos intérpretes sucessivos, daqueles que sobem aos palcos, ao lado de quem interpretam, para levar aos participantes de um evento, que não têm capacidade de compreender nos idiomas de origem dos palestrantes, o conteúdo das apresentações feitas.

Há um registro importante a fazer, especialmente para os mais novos nos Barcamps. A filosofia que rege os nossos encontros é a da horizontalidade, o que vale dizer que não há uma ideia e muito menos a pretensão de se criar alguma forma de hierarquização entre as atividades e os participantes, sejam estes tradutores, intérpretes, estudantes de idiomas, de formação, graduação ou pós-graduação em tradução ou em qualquer outra área, ou simplesmente os que se interessem pelos temas dos Barcamp, mesmo não sendo diretamente ligados à tradução de um modo geral. Todos os participantes são bem-vindos e os que compartilham suas habilidades profissionais (seja qual for a(s) área(s) em que atuam), invariavelmente contribuem com o enriquecimento dos demais participantes, transformando os nossos encontros em ambientes de grande potencial para o estabelecimento de novas amizades, para a ampliação das redes de contatos e até mesmo para se firmar parcerias mais avançadas para trabalhos de tradução, revisão e interpretação. E o nosso 13º Barcamp do Rio de Janeiro não foi diferente.

No 13º Barcamp-RJ tivemos o privilégio de ouvir os nossos convidados especiais: a professora, tradutora, copy desk, revisora e editora, Liciane Corrêa, e o tradutor, copy desk, revisor e tradutor, Leonardo Alves. A professora Liciane Corrêa foi editora de autores como Rick Riordan e Neil Gaiman, que tiveram lançamentos simultâneos nos Estados Unidos e aqui no Brasil. Dos recentes trabalhos como tradutor, Leonardo Alves foi um dos cinco que participaram da tradução coletiva de Fogo e Fúria, livro de Michael Wolff, que revela os bastidores do governo Trump. De colegas a amigos de trabalho, o casal se dispôs a falar sobre as suas vivências e experiências cotidianas em traduções editoriais e sobre as suas funções e tarefas, em diferentes fases das respectivas trajetórias profissionais, sempre com foco nas rotinas frenéticas de editoras.

O tema proposto foi “Cotradução e publicação simultânea: desafios da tradução e edição de livros publicados junto com a versão original”. É complicado até para tradutores mais experientes as etapas e as divisões de trabalho em uma tradução editorial e isso foi o que pudemos ouvir dos nossos convidados, de uma forma tão leve, mas ao mesmo tempo tão detalhada, que deu até para sentir todo o frenesi de uma editora que conseguiu vencer uma concorrência para traduzir um livro importante, com uma expectativa de ser altamente vendável, até que o livro traduzido chegue às prateleiras das livrarias. Aprendemos que nessa questão “o tempo é o senhor da razão”. Como vivemos na era da informação instantânea, se uma editora demorar a lançar uma tradução de um livro, cujo tema seja tão empolgante, palpitante ou “da hora”, podem surgir as “traduções piratas” ou ainda o público pode simplesmente perder o interesse pelo assunto. São os prazos curtos que ditam a velocidade da tradução e/ou a quantidade de tradutores para encurtar os prazos, de modo a se lançar a versão traduzida do livro em evento simultâneo ao lançamento do original, em sua língua de partida. Isso pode levar as editoras a selecionarem e contratarem vários tradutores para concluir o trabalho em tempo de o livro passar pelas etapas de copy desk [foi-nos explicado em linhas gerais como sendo uma técnica de “cotejo” – comparação tipo “cara-crachá” entre o texto de partida e a tradução, de modo a se verificar se nada do original ficou de fora do texto traduzido], bem como pelas revisões gramaticais e de conteúdo, tudo isso em paralelo ao trabalho gráfico para se elaborar a capa, criar ou reproduzir as ilustrações e executar as demais etapas de editoração, para que o livro possa finalmente ser publicado na data desejada. O tempo foi curto, pois o Barcamp já se aproximava do fim, mas foi possível que os nossos convidados nos passassem tudo o que vieram preparados para nos passar e creio que não restou pergunta sem resposta. De modo que o sucesso do evento foi alcançado.

Antes de encerrar o presente relato, quero agradecer, em nome de todos os participantes, aos coordenadores da Escola de Idiomas e Centro Cultural Santa Ciranda por abrirem suas instalações para a realização do nosso encontro, aos nossos mais novos amigos, Liciane Corrêa e Leonardo Alves, por tudo o que nos transmitiram nessa manhã de muito conhecimento e aprendizado, e aos organizadores por todo o trabalho para conseguir o espaço e pela escolha acertada do tema e dos convidados de honra deste 13º Barcamp-RJ.

E que venha o 14º Barcamp-RJ!

ATENÇÃO: NOSSO 14º BARCAMP JÁ ESTÁ MARCADO! CLIQUE AQUI PARA SABER MAIS.

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14º Barcamp de tradutores s intérpretes do Rio de Janeiro

Mais um chegando! 
14º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro
Dia 27 de abril, das 19h às 22h
Endereço:
Livraria Argumento
Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon

Tema desta edição: “Legendagem: aperta que cabe”, apresentado por Samantha Silveira

A Livraria Argumento gentilmente cedeu o espaço para a realização deste evento, mas teremos o custo de R$ 9,50 por pessoa para o aluguel de cadeiras e as inscrições serão limitadas a 20 pessoas.

Inscrições pelo e-mail acoesrj@gmail.com

 

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13º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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Nosso próximo encontro será no dia 17 de março, às 10h, no Centro de Cultura Santa Ciranda. Endereço: Rua Santo Cristo, 139.

Lembramos que é um encontro gratuito e aberto a profissionais, estudantes e ao público em geral.

O tema desta edição será apresentado pelos tradutores Leonardo Alves e Liciane Correa: “Cotradução e publicação simultânea: desafios da tradução e edição de livros publicados junto com a versão original”.

Para participar, envie um e-mail para acoesrj@gmail.com.

Relato do 12º barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso 12º encontro foi escrito pela tradutora e revisora Renata Fernandes. Obrigado por sua contribuição, Renata!

Relato do 12º Barcamp de Tradutores e Intérpretes

Foi a primeira vez em que participei de um evento organizado por tradutores e intérpretes e o formato me agradou muito. Achei o encontro bem descontraído e fiquei surpresa ao ver participantes das mais variadas idades integrando-se tão bem.

O barcamp aconteceu na UERJ (Maracanã) e contou com mais ou menos 25 pessoas. A Soraya, uma das organizadoras, abriu o encontro dando alguns lembretes, como os seguintes:

  • O evento de sábado é o último barcamp do ano. É possível que a frequência mude para bimestral, mas o tópico ainda está sendo discutido.
  • Nossa confraternização será dia 8 de dezembro, às 18hs, no bar Antigamente. A votação da data tinha sido feita no grupo do Facebook. O endereço é Rua do Ouvidor, número 43.
  • No ano que vem teremos um barcamp internacional. Aguardem mais informações!

Depois da Soraya, foi a Mit Siqueira quem tomou a palavra, como parte do Ask me Anything. No decorrer das semanas, as pessoas foram criando perguntas para a Mit sobre o seu trabalho como revisora e tradutora. Mas tinham questões de outra ordem que foram bem engraçadas também. Rs

Mit falou em grande parte sobre as formas de um tradutor ingressar no mercado de trabalho. Ela salientou a importância de se investir num perfil forte no Linkedin.

Foi bem legal porque muitos contribuíram com suas próprias experiências. Os outros pontos discutidos foram:

  • O trabalho de um tradutor/revisor em agências de tradução;
  • O hábito de se enviar currículos, mesmo sem experiência;
  • Os cuidados com a saúde;
  • A leitura de blogs dos colegas de profissão;
  • Dar e receber feedbacks;
  • O que faz um gerente de projetos de tradução;
  • Programa de Mentoria da Abrates;
  • Prospecção de clientes;
  • Investimento em CAT tools (ferramentas que auxiliam o tradutor);
  • Tradução automática X tradução feita por um tradutor;
  • Empatia entre revisor e tradutor;
  • As várias funções do revisor (criação de conteúdo, transcriação etc.);
  • Taxas de tradução por palavra e
  • Ferramentas de QA (garantia da qualidade).

Queria agradecer à Mit e ao resto da galera. Foi super legal poder conversar pela primeira vez cara a cara com outros colegas de profissão. Ainda mais porque estou só começando.

Que venha a confraternização!

12º barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro – Novo horário!

Evento gratuito aberto a profissionais da área, estudantes e público em geral.

O encontro acontecerá dia 11 de novembro, na UERJ Maracanã, mas em um novo horário: das 10h às 12h30.

A data e local continuam os mesmos. O que muda é apenas o horário de início e término.

Inscrições pelo e-mail acoesrj@gmail.com.

Estão todos convidados e esperamos todos lá!