17º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

 

Nosso próximo encontro será no dia 18 de agosto (sábado), às 10h, em Niterói. Será no Auditório Ismael Coutinho, Bloco C, sala 218, no Instituto de Letras do Campus Gragoatá na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Lembramos que é um encontro gratuito e aberto a profissionais, estudantes e ao público em geral.

Para participar, envie um e-mail para barcamprj@gmail.com.

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Relato do 16º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

O relato do nosso último encontro realizado em julho é uma contribuição da Marina Borges, uma das organizadoras. Muito obrigado, Marina! 

“Nosso último encontro, no dia 21 de julho, foi realizado no Instituto Goethe. Aliás, gostaria de fazer um agradecimento público a essa instituição, que gentilmente cedeu o espaço da sua biblioteca para que a gente pudesse realizar esse evento. Para quem não conhece, essa biblioteca é de acesso público e tem uma agenda cultural bem diversa. Essa foi a 16ª edição do Barcamp carioca e o tema tratado dessa vez foi “tradução de línguas minoritárias”. Nós realizamos uma mesa redonda com cinco tradutoras, que debateram sobre a sua experiência de vida, de tradução e de trabalho com idiomas mais raros. Contamos com a participação das seguintes tradutoras:

  • Isabella Fortunato, tradutora juramentada de italiano e minha colega na organização do Barcamp;
  • Débora Spatz, tradutora franco-brasileira que trabalha com os idiomas francês, alemão e inglês;
  • Sofia Soter, tradutora literária de francês e inglês;
  • Kristina Michaelis, tradutora literária de alemão e
  • Isa Mara Lando, tradutora literária de inglês e hebraico.

O debate ocorreu no formato de todos os nossos Barcamps, ou seja, com uma explicação dessa nossa iniciativa informal, seguido do que a gente chama de “discurso de elevador”, uma apresentação muito breve de todos os presentes.

Depois demos início à mesa redonda e foram debatidos temas como dificuldades de mercado de línguas minoritárias, formação, a importância do networking, entre outros assuntos. Todo mundo que compareceu saiu muito satisfeito do evento, que dessa vez contou com muitos participantes que vieram pela primeira vez. Estamos, cada vez mais, conquistando adeptos cariocas à nossa iniciativa local do Barcamp, que já ocorre em diversas cidades no Brasil e também no Uruguai.

Para quem não conhece, os barcamps são encontros mensais abertos a todos os tradutores e intérpretes, iniciantes ou veteranos, bem como estudantes e outros interessados. Há apresentações de palestras, debates ou conversas, sempre realizadas em universidades, cursos livres, instituições culturais, ou seja, qualquer órgão que tenha interesse em conhecer nossas práticas e que nos cede um espaço gratuitamente, pois essa “desconferência” não tem vínculo com qualquer instituição.

A iniciativa da realização de barcamps de tradução começou com a nossa colega de Curitiba Sheila Gomes e já é uma realidade país afora. Para saber mais sobre o Barcamp de Tradução e Interpretação do Rio, visite sempre o nosso blog ou procure nossos perfis nas redes sociais pelo nome “Barcamp de Tradutores e Intérpretes RJ”.

 

 

Relato do 15º Barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro

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O relato do nosso último encontro é uma contribuição da Marina Borges, uma das organizadoras dessa edição. Obrigado, Marina!

O tema da 15ª edição do Barcamp de Tradutores e Intérpretes do Rio de Janeiro, realizada hoje de manhã na Biblioteca Municipal Machado de Assis, em Botafogo, foi bastante interessante do ponto de vista dos tímidos.

Tiro por mim, sou uma pessoa muito tímida. Quando vou a congressos e não conheço quase ninguém, minha tendência é me encolher ali no cantinho, tomar meu café quente e esperar até a próxima palestra começar. Era essa a ideia que eu tinha de networking: algo complicado de fazer, coisa de gente extrovertida.

Aí essa semana, preparando um esquema para guiarmos o debate que fizemos hoje, me dei conta que estou fazendo networking desde que comecei a ser tradutora. Fazemos todos sem perceber. Todo o meu círculo social sabe que eu sou tradutora. Meus pais, meu irmão, meus primos, meus amigos de colégio, o pessoal do pilates, gente que já trabalhou comigo. Meu dentista ontem, na primeira consulta, ficou encantado de conhecer uma tradutora (os dentistas são em número bem maior que a gente, convenhamos). O x da questão está em como fazer networking entre os seus.

Trocamos bastante figurinha sobre postura profissional (na vida real e na vida virtual), como é importante se comportar de modo respeitoso, comedido, aceitar as diferenças, reconhecer seus erros. Falamos sobre relacionamentos entre clientes e tradutores, como fazer e receber indicações de colegas (e de conhecidos), como se fazer notar. Presença online – aqui, no Facebook, no Proz, em um site profissional – é tão importante quanto ter seu cartão de visitas a postos no próximo congresso.

Nos reunimos tradutores experientes e novatos e debatemos informalmente o que fazer e o que não fazer para criarmos nossa rede de contatos profissional. Foi um encontro muito proveitoso para todos e que venham mais edições do Barcamp para continuarmos a nos fortalecer profissionalmente.

Relato do 14º barcamp de tradutores e intérpretes do Rio de Janeiro.

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O relato do nosso 14º encontro foi escrito pela Livia Freitas Rosa. Muito obrigado pela sua contribuição, Livia!

O primeiro Barcamp

O meu primeiro Barcamp foi, na verdade, o 14º do grupo. Mas nem por isso deixou de ter o frescor e a espontaneidade que são a marca registrada de um encontro aguardado. Além disso, seguiu à risca a regra de ouro de acontecer, a cada edição, em um local diferente e inspirador para os amantes das letras. No caso deste último, ocorreu na livraria Argumento do Leblon.

O grupo é bem variado. Cada participante traz consigo uma vivência ímpar. Essa vivência é compartilhada durante o discurso de elevador, um dos momentos tradicionais da reunião. Foi nessa hora que comecei a me sentir à vontade devido à sensação de bem estar que passou a ser construída. Afinal, são muitos os caminhos trilhados. Vão desde o tradutor que começou a carreira como um mero hobby, passando pelos que se dedicaram ao estudo acadêmico, até chegar àquele que se arriscou no ofício ao se candidatar a um trabalho sem saber como seria recebido. Nessa trajetória incluem-se as diversas modalidades de tradução em que cada um se especializou. E o mais interessante é que sequer imaginaram que, um dia, se aprofundariam naquela área específica. O que vale mesmo é sentimento maior de saber que todas as estradas levam ao que é mais querido: a mensagem traduzida.

Neste encontro tivemos a presença da Samantha Silveira, tradutora da Dispositiva, empresa de audiovisual. Ela apresentou o tema “Legendagem: Aperta que cabe”. Durante mais de duas horas a Samantha discorreu sobre o tema com desenvoltura, apresentando para o grupo diversos aspectos do mercado audiovisual para tradução: oportunidades, labuta diária, questões legais da cessão de direitos, programas e arquivos, remuneração, casos, empresas, formação, referências profissionais, dicas de conduta e etc.

O grupo participou da palestra demonstrando interesse e também muita maturidade ao fazer perguntas e expor desafios próprios. O ponto comum que une todos, além da tradução em si, é a constante busca por uma abordagem saudável das dores e das delícias pelas quais os tradutores passam diariamente.

Ao final da palestra, as pessoas se levantaram e começaram a conversar em grupos, ampliando e aprofundando o tema discutido. Foi o momento em que todos “saltaram do elevador” para aproveitarem a oportunidade de se conhecerem com mais proximidade.

O sentimento que ficou foi de que não estamos sós, apesar de a atividade da tradução exigir altos níveis de concentração e de isolamento. E o Barcamp funciona como aquele encontro marcado durante o qual temos a chance de sairmos de nossos casulos e descobrirmos admiráveis mundos novos.

Que venha o 15º Barcamp!